Paulo Izael
Escrevo o que sinto, mas não vivo o que escrevo.
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Nosso Amor de Ontem



Foi chamego demais,
Tantas em claro,
Que findei no escuro.

Nem me lembro
Quantos copos entornei,
Se cai, ou desmaiei

Nosso amor de ontem,
Que não é mais,
Nem nunca será.

Eu sempre vadiando por ai,
Num descuido,
Dou mancada e penso em você.

Saudade do batuque da timba,
Roda de samba,
Meu abraço em tua língua

Sua cortesia em aceitar-me
Juntamente com a magia da ginga.
Porte mulher, rosto menina.

Já rodei por dezenas de camas,
Beijos gelados em muitas vadias,
Sono roubado em madrugadas vazias.

Uísque, cerveja e, até algo mais,
Falsos amigos a me afagar.
Desando, não penso, vou me acabar.

Mais uma boca vermelha
Outra difamada a me procurar.
É o troco da vida que vem me sedar.

Enveredei por forças ocultas,
Firmei compromisso com a macumba.
Feitiço forte pra te ver voltar.

Pai de santo chapado,
Fez tudo errado.
Meu caso acabado, sonho enterrado.
Paulo Izael
Enviado por Paulo Izael em 28/06/2005
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