Paulo Izael
Escrevo o que sinto, mas não vivo o que escrevo.
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Eu Que Te Amava Tanto!



Eu que te amava tanto,
Era um amor de se admirar;
Agora só restou o pranto
Para me consolar.

De que valeu tantas juras,
Se agora me quedo
Acompanhado de amarguras?
Nem a mim mesmo, me apego.

Nem bem sei,
Se o que sinto é amor,
Ou alguma recaída,
Desenvolvida pelo rancor.

O céu está carregado
Por descontentes nuvens negras.
Estou no segundo litro,
Cambaleando, acho que agora chega.

Meus olhos estão arroxeados,
Minhas mãos trêmulas, nem as noto.
Um cigarro, mais um trago.
Porque tenho que olhar tua foto?

O mundo torna-se totalmente escuro.
Desequilibrado, acabo por desmaiar.
Atormentado, ouço o maldito galo.
Convalido, vejo o consternado sol raiar.

É mais um dia que chega,
A terrível vida a me espreitar.
Fico imóvel, como que paralisado.
A desesperança vem me visitar.

Quem sabe não seja hoje,
Meu ultimo respiro.
Um suor frio toma chegada.
Acho que hoje, expiro.

Trôpego, forço um passo, caio.
Pendo para um lado.
Uma duvida ainda perdura:
Jamais saberei se fui amado.

A deselegância toma chegada,
Vem anunciar que muito sofri.
Caçôo diante da infantilidade,
Não reparou que há muito desisti?

Absorto no ímpeto desastroso
Aspiro a desgraça enfumaçada.
O vômito é um liquido viscoso.
Vejo minha estadia ser acelerada.

Uma entidade vem para o embate final.
Seu caminhar furtivo, assombra.
Sigo o reflexo da afiada foice.
Sua presença muito me honra.
Paulo Izael
Enviado por Paulo Izael em 28/06/2005
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