Paulo Izael
Escrevo o que sinto, mas não vivo o que escrevo.
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Lamentações!



Até quando este ardor irá castigar-me?
Pergunto-me inquieto sem resposta.
Tantas e tantas poesias alimentadas na ilusão.
Lamúrias e declarações que não ajudam.
Sempre me vejo envolvido em caóticas utopias
Que restauram reminiscências devastadoras.
Carregarei tua lembrança eternamente?
A tua silenciosa indiferença magoa e fascina.
Qual é o teu segredo que sempre incomoda?
Logo eu, predestinado a interromper paixões,
Encontro-me submisso a tuas migalhas amorosas.
Vejo o tempo passando, e você nunca aparece.
Chego a pensar que todo o amor foi ocasional.
Teria você esquecido de todos os meus carinhos?
Eu não cumpri com minhas promessas?
Ou o tempo em que o amor
Em mim nascia com esplendor,
Em você doía?
Vingativa, despreza-me por puro prazer,
Com isto impede o meu feliz viver.
Sem você nada mais importa, nada tem sentido.
Sinto-me só, o corpo cansado pende inerte.
Meus olhos murchos não podem fechar-se
Sem que estejas presente para um último olhar.
Paulo Izael
Enviado por Paulo Izael em 27/06/2005
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